SMAQ - Sindicato dos Maquinistas
COMUNICAÇÃO INTERNA DA MTS

Chegou ao conhecimento da Direção do SMAQ uma comunicação interna da Administração da MTS aos seus trabalhadores onde esta afirma o seguinte:

“Tendo a MTS apresentado uma proposta de atualização salarial para 2023, a qual não foi aceite pelo SMAQ, a MTS não recebeu posteriormente qualquer contacto do SMAQ no sentido de apresentação de contraproposta e antes, optou por avançar com novo pré-aviso de greve.”

O SMAQ informa todos os seus Associados e público em geral que nunca recebeu qualquer proposta oficial de atualização salarial por parte da MTS. Nem antes nem depois dos dois pré-avisos de greve que já emitiu. Aliás, no conflito que opõe os trabalhadores da MTS à sua Administração, as únicas entidades que comprovadamente têm apresentado formalmente propostas têm sido o SMAQ e a DGERT (Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho). A MTS sempre se furtou a tal.

Recordamos que o SMAQ não foge, nem nunca fugiu ao diálogo. Apresentamos há um ano a nossa proposta de Acordo de Empresa. Percorremos responsavelmente todo o processo legal junto da DGERT para que a negociação ocorresse. A MTS é que nunca se dignou a negociar. Temos provas documentais do que afirmamos.

Assim, para esclarecimento de todos, o SMAQ apela a que a Administração da MTS divulgue publicamente o documento em que fez uma proposta de atualização salarial ao SMAQ.

Percebe-se a necessidade da Administração da MTS em desviar as atenções com polémicas estéreis. Infelizmente não tem nada de construtivo a apresentar até agora.

O SMAQ está, e sempre esteve, receptivo a discutir e negociar qualquer proposta que a MTS decida apresentar. O que é preciso é que elas existam e cheguem oficialmente ao SMAQ. Não apenas proposta de atualização salarial mas, principalmente, proposta para negociação de um Acordo de Empresa que coloque as relações laborais nesta empresa na senda da Modernidade e da Responsabilidade Social.

Lisboa, 5 de novembro de 2022

A Direção do SMAQ

 

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A existência de Acordo de Empresa e a relação dos trabalhadores com a empresa

No estudo sobre as condições de vida e trabalho dos Maquinistas em Portugal, realizado pelo Observatório para as Condições de Vida e Trabalho Observatório para as Condições de Vida e Trabalho, uma das questões colocadas aos inquiridos foi se já tinham pensado em mudar de empresa. Os resultados estão espelhados nesta tabela. As empresas onde a percentagem de Maquinistas que já pensaram em mudar de empresa é mais elevada – abismalmente mais elevada em relação às restantes – é precisamente naquelas onde as relações laborais não são regidas por instrumento de regulação coletiva do trabalho: Takargo, Metro Sul do Tejo (MTS) e Fertagus – O Comboio da Ponte.

A Takargo está em vias de preencher essa lacuna, dado que se encontra a negociar um Acordo de Empresa com o SMAQ. As outras duas – MTS e Fertagus – persistem na recusa em aderirem a relações laborais modernas, para o século XXI.

Tabela

 

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