SMAQ - Sindicato dos Maquinistas
Operadores de Circulação da Medway frequentam Curso de Maquinistas

Aquando da negociação do AE Medway/SMAQ em vigor, que introduziu uma nova realidade na operação desta empresa, o SMAQ colocou como condição incontornável a possibilidade de todos os Operadores de Circulação (Agentes de Acompanhamento), que reunissem as características necessárias, pudessem aceder à formação para ingresso na Profissão de Maquinista. Assim, foi iniciado no passado mês de abril, e com término previsto para setembro de 2023, um Curso de Maquinistas exclusivamente para Operadores de Circulação, formação esta totalmente suportada pela Medway.

Como sabemos, este curso no mercado tem um valor superior a 15 mil euros. Portanto, estes trabalhadores (11 no total), fruto da ação sindical do SMAQ, tiveram a oportunidade única de frequentarem o Curso de Maquinistas e, consequentemente, evoluírem positivamente, com ganhos financeiros e profissionais, na sua carreira dentro da Medway. Está previsto o início de um novo curso ainda este ano com os mesmos objetivos e características.

O SMAQ expressa a sua satisfação e dá as boas-vindas a estes profissionais pelo seu ingresso na Carreira de Tração.

O SMAQ, como Sindicato cuja primordial função é a defesa dos trabalhadores, em todas as negociações e em todas as empresas, tem como objetivo fundamental a defesa dos postos de trabalho, da qualidade do emprego e da evolução profissional e social dos trabalhadores e exigirá em todos os casos que venham a colocar-se no futuro o mesmo procedimento que foi adotado na Medway.

Reunião da Junta Diretiva do ALE – Federação dos Sindicatos dos Maquinistas da Europa
A Direção do SMAQ estará presente na Reunião da Junta Diretiva do ALE – Federação dos Sindicatos dos Maquinistas da Europa, que se realiza em Bruxelas nos dias 7 e 8 de junho de 2023.
Estando em curso a revisão da Diretiva Europeia relativa aos maquinistas, o ALE pretende manifestar claramente a sua posição sobre esta matéria às autoridades políticas da União Europeia.
A Segurança de Passageiros e Tripulações é a primeira preocupação do SMAQ
«”Não se compreende que se estejam a cometer os mesmos erros do passado”, diz o SMAQ, alertando para o facto de este problema acontecer também nas “estações pré-Ferrovia 2020” de “toda a rede”. Porém, sublinha o seu presidente, António Domingues, “este caso é tanto mais estranho quando, mesmo nas obras que estão a decorrer, a Infraestruturas de Portugal (IP) não faz as plataformas com as dimensões capazes de responder às necessidades dos operadores”. Mas esta é uma “questão de segurança” que também “afeta diretamente os maquinistas e revisores”. Não sendo “possível deixar um comboio todo dentro da gare” – o que obriga os passageiros a “sair em circunstâncias que não são as mais seguras” -, existe “um risco concreto de queda para a via”, cuja “responsabilidade(…) pode incidir sobre a tripulação”.
 
Apesar de reconhecerem que estão “a colocar o ónus sobre a CP quando o operador até é o menos responsável”, os maquinistas não fecham a porta a um protesto com contornos inéditos: “Já equacionámos fazer greve a todos os comboios que não ficassem dentro das plataformas, não só para salvaguardar a segurança dos passageiros, mas também a responsabilidade civil das tripulações.”»