ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DO SMAQ: 22 DE JUNHO DE 2021

ASSINADO O PRIMEIRO ACORDO DE EMPRESA MEDWAY/SMAQ

Comunicado Nacional n.º 3/21 que versa, entre outros assuntos, sobre a assinatura do primeiro Acordo de Empresa entre o SMAQ e uma empresa privada de transporte de mercadorias na ferrovia pesada. É um acordo de enorme importância estratégica para o futuro dos Maquinistas da Medway, mas também de todos os outros. Prova a capacidade e a força sindical do SMAQ em regular as transformações que nos esperam no futuro próximo.

comunicado_nacional_03.21

João Flores

Presidente João Flores

Um ano após João Flores nos ter deixado, estamos plenamente convictos que aqueles que lutam pelos outros tornam-se eternos.


Sabias que o comboio em que viajas é conduzido por uma mulher Maquinista?

Com slogans como “pela igualdade, a todo vapor”, “Quero ser maquinista, não princesa” ou “Não sou corajosa, sou maquinista”… o coletivo de mulheres maquinistas, pertencente ao ALE (Sindicato Autónomo dos Maquinistas da Europa) , reafirma os sentimentos do coletivo no assinalar do 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

No entanto, tanto na Europa como em Portugal, país onde na ferrovia pesada ainda se contam pelos dedos das mãos, o número de mulheres maquinistas é diminuto.

A escassa ou inexistente adaptação do ambiente de trabalho às questões da maternidade, tanto na gestação como na amamentação. A difícil redução da jornada de trabalho para permitir uma saudável relação trabalho/família, a falta de adaptação das instalações sanitárias para atender às necessidades da higiene feminina. E também a falta de visualização das mulheres como maquinistas no imaginário social.

Todos estes entraves à entrada de mulheres na profissão devem-se principalmente à falta de uma estratégia global e homogénea em todos os departamentos de gestão de recursos humanos das diferentes empresas praticamente por toda a Europa. Cada um atende a esses requisitos com suas próprias soluções. Em alguns casos, isso é satisfatório noutros não.

Do you know that your train is driven by a female train driver?

SMAQ: 43 ANOS DE LUTA E INTERVENÇÃO

 

A fundação em 4 de março de 1978 do Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses, respondendo ao descontentamento e sentimento de sub-representação por parte dos trabalhadores Maquinistas, cujos anseios não encontravam eco na estrutura sindical existente à época, marcou um ponto de inflexão no panorama da representatividade ferroviária em Portugal. A criação do SMAQ materializava, portanto, os interesses de um grupo alargado de trabalhadores com um certo grau de especialização, e especificidades laborais distintas, que passaria a defender, a cujas reivindicações nenhuma outra organização sindical tinha até então mostrado sensibilidade.

Originariamente nascido no ambiente da grande empresa pública CP, com o tempo, e com as transformações ocorridas no setor, a representatividade do SMAQ alargou-se a outras empresas, não apenas da ferrovia pesada, mas também dos sistemas de metropolitano ligeiro que, entretanto, surgiram.

O Caminho de Ferro em Portugal atravessa um momento histórico. Um momento de ruptura e transformação. Isto é, os anteriores paradigmas de organização, gestão, funcionamento, exploração, agenciamento e propriedade na ferrovia, a que nos habituamos durante décadas, serão abandonados e substituídos por outros modelos e formas. Bom ou mau, este caminho é já irreversível.

A transformação em curso não atinge apenas as empresas e o modo de organização do sistema ferroviário, mas também as condições em que nós exercemos a nossa profissão. A certificação em moldes europeus, ditada por uma Diretiva própria, plasmada em lei da República Portuguesa, enquadra já hoje o acesso, formação e exercício da profissão de Maquinista da Rede Ferroviária Portuguesa e Europeia. Esta realidade, como sempre, transporta ameaças e também oportunidades. Ameaças que devemos controlar e oportunidades que devemos exponenciar.

O SMAQ e os Maquinistas estão preparados para as mudanças. A nossa organização desenvolve uma atitude proativa, antecipando-se aos problemas, não meramente reativa, reagindo aos desafios apenas depois de eles se declararem. Também a nossa organização se transformou. Passou de um sindicalismo meramente “administrativo”, centrado exclusivamente nas condições remuneratórias e de prestação do trabalho, para um leque mais alargado de preocupações, desenvolvendo uma intervenção forte nas questões da Segurança Ferroviária e na regulação do acesso e formação da profissão de Maquinista.

 

VIVA O SMAQ!